domingo, 30 de agosto de 2009

I ENCONTRO MOVIMENTOS SOCIAIS E UNIVERSIDADE

Caros Militantes, Estudantes e Professores,

CONVITE - 3ª CHAMADA

I ENCONTRO MOVIMENTOS SOCIAIS E UNIVERSIDADE
a crise do capital e a organização político-cultural dos movimentos sociais

De 8 a 11 de setembro de 2009
FACEDI - UECE - Itapipoca – Ceará

Organização
LUTEMOS
(Laboratório Universitário de Educação Popular, Trabalho e Movimentos Sociais),
NACE
(Núcleo de Artes Cênicas da FACEDI) e MST

Folder em anexo

Atenção! As caravanas do interior e da capital que estão se organizando rumo à Itapipoca favor informar à comissão do evento para que a mesma possa facilitar a sua melhor permanência durante o Encontro.

Recomendamos que façam com antecedência as reservas nos hotéis e as inscrições (abertas a partir da 08h00min do dia 08/09/09).

Professores, estudantes e militantes transformem a semana do evento em uma etapa de formação complementar, colocando-a em sua programação.

Favor reenviar este e-mail para outras listagens.

Caso sua instituição não tenha recebido o folder e o cartaz favor imprimir e divulgar amplamente.

comissão organizadora coletiva

Simone - MST - (88) 96286023;
Aurila – Quilombola – (88) 99023199; Valdir – LUTEMOS/FACEDI - (88) 99620893; Ana Cristina - NACE/FACEDI - (85) 86798615; Célio - LUTEMOS/FACEDI - (85) 99548642

abraço a tod@s e nos encontraremos em Itapipoca.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Um Exemplo de Guerreira"


Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima (Rio Branco, 8 de fevereiro de 1958) é uma política brasileira, ambientalista e pedagoga, filiada ao Partido Verde ( PV ).
Nasceu em uma colocação de seringueiras chamada Breu Velho, no seringal Bagaço, a setenta quilômetros do centro de Rio Branco, capital do Estado do Acre. Seus pais Pedro Augusto e Maria Augusta tiveram onze filhos, dos quais sobreviveram apenas oito. Cortou seringueiras junto com as irmãs e plantou roçados. Caçou, pescou e por fim ajudou o pai a quitar as dívidas com o dono do seringal. Aos quatorze anos só conhecia as quatros operações básicas de matemática, pois onde vivia não havia escola.
Formou-se em História pela Universidade Federal do Acre, em 1985. Na faculdade descobriu o marxismo e entrou para um agrupamento político semiclandestino, o Partido Revolucionário Comunista (PRC), que mais tarde seria incorporado ao PT.
Foi professora na rede de ensino de segundo grau. Engajou-se no movimento sindical. Foi companheira de luta de Chico Mendes e com ele fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986. Nesse ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e candidatou-se a deputada federal, porém não venceu a eleição.
Em 1988, elegeu-se vereadora do Município de Rio Branco, no Acre, tendo sido a vereadora mais votada e conquistando a única vaga da esquerda na Câmara Municipal. Como vereadora causou polêmica por combater os privilégios dos vereadores e devolver benefícios financeiros que os demais vereadores também recebiam, só que sem questionarem. Com isso passou a ter muitos adversários políticos, mas a admiração popular também cresceu.
Exerceu seu mandato de vereadora até 1990. Nesse ano candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação. Logo no primeiro ano do novo mandato descobriu-se doente: havia se contaminado com metais pesados quando ainda vivia no seringal.
Em 1994 foi eleita senadora da República, representante do Estado do Acre, pelo Partido dos Trabalhadores, com a maior votação, enfrentando uma tradição de vitória exclusiva de ex-governadores e grandes empresários do Estado.
Foi Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 1997.
Pode-se dizer que se tornou uma das principais vozes da Amazônia, tendo sido responsável por vários projetos, entre eles o de regulamentação do acesso aos recursos da biodiversidade.

PS: Atualmente deixou o PT e ingressou no PV, pois tem encontrado muita incompatibilidade de principios, devido ao novo rumo que tem tomado o partido dos trabalhadores. Nao se pode dizer de que lago ele joga hoje, se joga com o povo ou contra ele junto com a grande burguesia....

Mapa da Gripe Suína no Brasil

24/08/2009 22:56h
São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 179 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (154), seguido pelo Rio Grande do Sul (94), Rio (49), Santa Catarina (11), Minas (8), Paraíba (2), Bahia (1), Pará (1), Rondônia (1), Mato Grosso do Sul (1), Rio Grande do Norte (1) e Amazonas (1), além do Distrito Federal (1).

Assista ao vídeo oficial do Ministério da Saúde sobre a Gripe Suína, formas de contágio, perigos e vacinas:



Como tirar antecedentes criminais do Ceará pela Internet?


Antecedentes Criminais Ceará
Veja também: Antecedentes Criminais Online de todos os Estados
No site do Governo do Ceará
Não encontramos disponível no site do Governo do Ceará qualquer referência à expedição online do atestado de antecedentes criminais (também conhecido com certidão de antecedentes, nada consta criminal ou folha corrida).
Mas há instruções em link da policia civil informando que é necessário comparecer munido de carteira de identidade nos seguintes endereços em Fortaleza: Instituto de Identificação localizado na Av. da Universidade, 3265 – Benfica, das 7h00 às 17h00, de segunda à sexta-feira. Casas do Cidadão, localizadas na Av. Barão do Rio Branco, Shopping Diogo, 2º andar e na Av. Carapinima, 2200 – Shopping Benfica, no horário de 9h00 às 18h00, de segunda à sexta-feira.
No site do Tribunal de Justiça do Ceará
Já o TJCE sai à frente de muitos Tribunais do país, disponibilizando em seu sítio na internet um serviço muito necessário.
Para gerar o documento, pode-se acessar a página do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (http://www.tjce.jus.br/), clicar em “Certidão Negativa Criminal” ou ir diretamente para: http://www4.tjce.jus.br/siscertidao e completar os dados requeridos. (Apenas serão emitidas, via internet, as certidões cujo resultado for “NADA CONSTA”.)

Antecedentes de qualquer lugar do Ceará
Informação válida para Fortaleza, Canindé , Juazeiro do Norte, Caucaia, Crateús, Quixeramobim,Sertões, Maracanaú, Aquiraz,Sobral ,Crato,Itapipoca e demais municípios do interior.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Fim do Silêncio"



O documentário FIM DO SILÊNCIO sobre o aborto, está já em fase de finalização.Foi utilizado no filme somente os depoimentos das mulheres das três regiões (Rio, São Paulo e Recife) que falam porque e como fizeram aborto, ao invés de colocarmos o debate que estáo correndo sobre o aborto na sociedade, dentro do filme. O documentário, apenas com o relato impressionante das mulheres, já é capazde provocar um excelente debate e por si já demonstra a situação extrema de saúde pública que o aborto inseguro representa.A partir de hoje, já está com algumas cenas dodocumentário no youtube. Por favor, divulguem para seus amigos, listas, ONGs,etc, pois esta divulgação será muito importante.

Assista trechos do documentário abaixo.

UM EXEMPLO

Menino ensina o que fazer diante de um....

Em carta ao presidente do PT, Marina Silva justifica saída do partido

Depois de duas semanas de mistério, a senadora Marina Silva (PT-AC) anunciou nesta quarta-feira (19) a sua desfiliação do partido. Para justificar os motivos que a levaram a deixar o Partido dos Trabalhadores depois de 30 anos de militância, a senadora escreveu uma carta. Confira a integra do texto:

“Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.
Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Saudações fraternas,

Marina Silva”

sábado, 22 de agosto de 2009

Mensagem de Gandhi


“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.

Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a ação.

Além da ação o cultivo à amizade.

E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Gandhi

O dia em que o rock parou - "20 anos sem RAUL SEIXAS"




Não poderia deixar de fazer uma homenagem a esse icone da nossa musica....


Um guru, um filósofo, um roqueiro? Não! Raul Seixas, somente ele teria o direito de se julgar! Assim diria se estivesse vivo. Mas há 20 anos, completados no próximo dia 21, o baiano que revolucionou a música com suas letras inspiradas se despediu do público e da vida
Há 10 mil anos "atrás", nasceu um "menino gordinho de quatro quilos e meio" , "chamado Raulzito", "numa cidade chamada Salvador", "numa rua chamada Avenida 7", "numa casa número 108". O mesmo Raul da música, o astrólogo, maluco beleza, que fazia de suas letras um registro de sua angústia como homem. Há apenas 20 anos, aquela estrela que girava em torno de sua própria órbita na Terra, que sofria sem medidas a dor de existir, passou a habitar o espaço, onde poderia voltar ao que ele chamava de "verdadeiro lugar" do homem, deixando para trás a vida, "pequeno passeio curto num lugar doido, e de mal gosto", como definiria durante uma de suas fases mais pessimistas - mas nem por isso menos irônicas. Noutras, rejeitava não a morte física, mas a imposta pela civilização, que o obrigava a preocupar-se com a sobrevivência: "Estou cansado de morrer tão jovem/ E a resposta ainda está para chegar/ Haja paciência para ir vivendo e sobrevivendo/ Preocupar-se em sobreviver é esquecer de viver".
De toda forma, seria impossível falar de Raul Seixas sem lembrar da paranóia da morte, desde os tempos da infância, quando rabiscava em seus cadernos o medo que tinha de perder aqueles a quem amava ou quando escrevia que "a vida é um palito de fósforo que vai se queimando até se apagar para sempre". Em um pequeno bilhete lacrado, rabiscado com tinta azul, menino ainda, pediu: "só será aberto no dia que eu morrer". Para a mãe, que abriu o envelope ao lado de Sylvio Passos, presidente do Raul Rock Club, naquele 21 de agosto de 1989, Raul deixou moedas e cédulas velhas de dinheiro. Legado talvez precioso demais para suas posses de menino, porém que não chegava nem perto da herança imortal do fenômeno que ele iria se tornar. O início, o fim e o meio Junto com Waldir Serrão, que ele considerava como o primeiro rockeiro baiano, e mais alguns colegas, Seixas fundou o "Elvis Rock Club", em 1959.
Aos 16 anos, formou o primeiro grupo: os Relâmpagos do Rock. Já em 1963, tornou-se o líder do "The Panters", que passou por algumas formações e nomes, até chegar ao time com o qual lançou o 1º e único LP da banda, em 1968, seguindo os motivos do iê-iê-iê romântico do rock inglês. Acabada aquela fase do Raulzito certinho, de terno e gravata, chegava a hora de mostrar a que veio, agora com o nome de Raul Seixas. Como produtor da CBS, ele lançou o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista", com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star, uma desatenção da empresa, que logo tiraria o lançamento do mercado. Era uma preparação, o começo para as críticas ao dinheiro, o desprezo pelo trabalho e outras coisitas mais. Depois, parcerias - como as de Paulo Coelho -, mil e uma músicas, pensamentos, crises e casamentos. Raul era como dizia de si: "escritor por excelência, ator por desejo e compositor por raiva". Em "Krig-há, bandolo!" (1973), já conhecíamos ali alguns dos hits do músico, como "Mosca na sopa", "Al Capone" e "Ouro de tolo", sem falar na "Metamorfose ambulante", canção com a qual diria mais tarde: "Attention, Raul, para não se alienar sendo apenas o compositor carismático que é Raul Seixas. Este é um personagem que eu já esgotei. Vide dica de Metamorfose Ambulante (que eu compus com 14 anos ou menos) dizendo ´Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou´". Já nos palcos, um manifesto da Sociedade Alternativa antecipava o próximo disco, "Gita" (1974), que viria marcado por um Deus que estava em todas as coisas, levando ao público o seu conhecimento místico sobre o mundo. "Mas eu sou o amargo da língua/ a mãe, o pai e o avô/ o filho que ainda não veio/ o início, o fim e o meio". Como bem lembrou Paulo Coelho, em entrevista de 1976: "Ambos tínhamos uma porção de coisas guardadas na cuca e sentíamos a necessidade de botá-las para fora". Alternativa "Faz o que tu queres há de ser tudo da lei", "todo homem e toda uma mulher é uma estrela", as frases que hoje nos lembram Raul, com todo aquele profetismo de quem acreditava numa plena felicidade humana, vieram de sua curiosidade mística. As leituras do Bhagavad-Gita e do Book of the Law, de Aleister Crowley, lhe estimularam a anunciar: "(...) foi comprado um terreno pela Sociedade Alternativa em Paraíba do Sul, onde construiremos ´A Cidade das Estrelas´(...)". Se nada foi concretizado materialmente, sempre uma nova revolução estava no ar, nas letras de suas músicas. Em "S.O.S", por exemplo, o baiano demonstrava sua descrença com relação à humanidade, essas "formigas que trafegam sem porquê", sem tempo para pensar. Para ele, que a todo momento provava seu brilhantismo intelectual, somente o moço do disco voador poderia lhe tirar daquele universo restrito. Em "O Rebu" (1974), disco para trilha sonora de uma novela, Paulo Coelho e Raul cantavam que "a formiga só trabalha porque não sabe cantar", uma revolução do ponto de vista social para a época - plena ditadura militar. As frases bem irônicas do tipo "se subiu, tem que descer" mostravam toda a inquietação de Raul Seixas e a crença de que sempre há uma maneira de enxergar a verdade: "Quem não tem colírio usa óculos escuros". Convencido de que "cada um é o que sente ser e isso é imutável no homem", o baiano tinha naquele momento uma nova visão da Sociedade Alternativa. O disco "Novo Aeon" (1975) vinha repleto de um novo paradigma: o direito de se fazer o que se tem vontade. "Toda espécie de agrupamento na vida é uma tentativa de fortalecimento, necessidade de amparo. Medo de saber que é lindo ser diferente de todos os demais".